15 maio 2006
Capacitate
Desde muito cedo que me dei conta da existência de várias formas de lidarmos com as nossas qualidades e com os nossos defeitos, provavelmente por ter sido instruido por uma psicóloga. À partida, muitos dirão ser mais fácil lidar com as qualidades do que com os defeitos. Eu discordo!
Existem vários tipos de pessoas no que diz respeito à forma como lidam com as suas "qualidades". Alguns deles não levantam grandes questões: os modestos e os presunçosos. Estes dois tipos não apresentam geralmente, grandes dificuldades.. são fáceis de identificar e, quer com um quer com o outro grupo, acaba por ser fácil de lidar ao fim de algum tempo.
Depois há os realistas. Quer aqueles que acham não são particularmente dotados sob um qualquer ponto de vista, quer aqueles que têm plena consciência de que têm um trunfo forte numa área e não se coíbem de o usar. Mas é para estes últimos que as coisas se complicam. Existe uma barreira invisivel entre ter consciência das suas capacidades e tornar-se presunçoso e arrogante quanto a elas.
O risco de pisar a dita linha é tanto maior quanto maior for a diferença entre a forma como estas pessoas se vêem a si próprias e a forma como a maioria dos outros o vêem a si.
Por terminar existem ainda os falsos modestos. A meu ver, caracterizam-se por uma negação daquilo que é óbvio e por uma relação perigosa com as suas qualidades. Geralmente, fazem questão de se assumirem como inofensivos e de se afirmarem vulgares quando na verdade, e no seu intimo ego, se julgam verdadeiros génios, belezas divinas, ... ou outras sumidades dependendo da característica em causa.
Mas esta máscara cai quando alguém que eles julgam "inferior" desafia a sua interior certeza de serem "bons". Este último grupo é, de facto, aquele com o qual me custa bastante relacionar: cansam-me ao fim de algum tempo e trazem-me muito pouco estimulo, eles andam por aí mas é sobretudo nas relações laborais que não os conseguimos evitar. A máxima "mil vezes convencido a falso-modesto" é algo que faz algum sentido. Ao menos dos convencidos sabemos exactamente o que esperar..
Tudo isto para concluir que, numa sociedade como a de hoje, enfraquecida e tantas vezes medíocre, os fracos tão fodidos, e aqueles que são bons numa qualquer área quase que é preciso pedirem desculpas... Puta de vida!
Existem vários tipos de pessoas no que diz respeito à forma como lidam com as suas "qualidades". Alguns deles não levantam grandes questões: os modestos e os presunçosos. Estes dois tipos não apresentam geralmente, grandes dificuldades.. são fáceis de identificar e, quer com um quer com o outro grupo, acaba por ser fácil de lidar ao fim de algum tempo.
Depois há os realistas. Quer aqueles que acham não são particularmente dotados sob um qualquer ponto de vista, quer aqueles que têm plena consciência de que têm um trunfo forte numa área e não se coíbem de o usar. Mas é para estes últimos que as coisas se complicam. Existe uma barreira invisivel entre ter consciência das suas capacidades e tornar-se presunçoso e arrogante quanto a elas.
O risco de pisar a dita linha é tanto maior quanto maior for a diferença entre a forma como estas pessoas se vêem a si próprias e a forma como a maioria dos outros o vêem a si.
Por terminar existem ainda os falsos modestos. A meu ver, caracterizam-se por uma negação daquilo que é óbvio e por uma relação perigosa com as suas qualidades. Geralmente, fazem questão de se assumirem como inofensivos e de se afirmarem vulgares quando na verdade, e no seu intimo ego, se julgam verdadeiros génios, belezas divinas, ... ou outras sumidades dependendo da característica em causa.
Mas esta máscara cai quando alguém que eles julgam "inferior" desafia a sua interior certeza de serem "bons". Este último grupo é, de facto, aquele com o qual me custa bastante relacionar: cansam-me ao fim de algum tempo e trazem-me muito pouco estimulo, eles andam por aí mas é sobretudo nas relações laborais que não os conseguimos evitar. A máxima "mil vezes convencido a falso-modesto" é algo que faz algum sentido. Ao menos dos convencidos sabemos exactamente o que esperar..
Tudo isto para concluir que, numa sociedade como a de hoje, enfraquecida e tantas vezes medíocre, os fracos tão fodidos, e aqueles que são bons numa qualquer área quase que é preciso pedirem desculpas... Puta de vida!
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E eu concordo contigo: prefiro mil vezes saber o tamanho do bicho que me aparece pela frente!
Boa semana e uma BeijInha Gorda.
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Boa semana e uma BeijInha Gorda.
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