23 maio 2006

 

Intuitu

Numa perfeita sintonia
Abandonando as mentes
Deixar no amor a harmonia
De dois corpos dementes
Abandonados à razão
De uma louca paixão..

15 maio 2006

 

Capacitate

Desde muito cedo que me dei conta da existência de várias formas de lidarmos com as nossas qualidades e com os nossos defeitos, provavelmente por ter sido instruido por uma psicóloga. À partida, muitos dirão ser mais fácil lidar com as qualidades do que com os defeitos. Eu discordo!

Existem vários tipos de pessoas no que diz respeito à forma como lidam com as suas "qualidades". Alguns deles não levantam grandes questões: os modestos e os presunçosos. Estes dois tipos não apresentam geralmente, grandes dificuldades.. são fáceis de identificar e, quer com um quer com o outro grupo, acaba por ser fácil de lidar ao fim de algum tempo.

Depois há os realistas. Quer aqueles que acham não são particularmente dotados sob um qualquer ponto de vista, quer aqueles que têm plena consciência de que têm um trunfo forte numa área e não se coíbem de o usar. Mas é para estes últimos que as coisas se complicam. Existe uma barreira invisivel entre ter consciência das suas capacidades e tornar-se presunçoso e arrogante quanto a elas.

O risco de pisar a dita linha é tanto maior quanto maior for a diferença entre a forma como estas pessoas se vêem a si próprias e a forma como a maioria dos outros o vêem a si.

Por terminar existem ainda os falsos modestos. A meu ver, caracterizam-se por uma negação daquilo que é óbvio e por uma relação perigosa com as suas qualidades. Geralmente, fazem questão de se assumirem como inofensivos e de se afirmarem vulgares quando na verdade, e no seu intimo ego, se julgam verdadeiros génios, belezas divinas, ... ou outras sumidades dependendo da característica em causa.

Mas esta máscara cai quando alguém que eles julgam "inferior" desafia a sua interior certeza de serem "bons". Este último grupo é, de facto, aquele com o qual me custa bastante relacionar: cansam-me ao fim de algum tempo e trazem-me muito pouco estimulo, eles andam por aí mas é sobretudo nas relações laborais que não os conseguimos evitar. A máxima "mil vezes convencido a falso-modesto" é algo que faz algum sentido. Ao menos dos convencidos sabemos exactamente o que esperar..

Tudo isto para concluir que, numa sociedade como a de hoje, enfraquecida e tantas vezes medíocre, os fracos tão fodidos, e aqueles que são bons numa qualquer área quase que é preciso pedirem desculpas... Puta de vida!

11 maio 2006

 

Momentu

Estou contigo todas as noites e o momento nunca mais chega..
O momento em que te olho e tu me pedes para te beijar
O momento em que te percorro a suavidade da pele com os lábios
E no qual tu suavemente te entregas..
Aquele instante antes de te entregares ao sono onde te sussuro
Que queria que aquele instante durasse para sempre
E ainda antes de fechar os olhos aconchegar-me a ti
Sentindo o calor dos nossos corpos fumegantes..

08 maio 2006

 

...

Arrasto-me da minha cama até ao chuveiro, as gotas de água ao tocarem no rosto e escorrerem pelo meu corpo lavam a inércia do meu corpo e acordam os meus sentidos à aparente realidade. O acordar! É segunda-feira...


Sento-me , acendo o computador e a tv. Olho para a janela , está a chover... Faço um café bem forte, preparo uns cereais e um sumo de laranja natural. Retiro o meu primeiro cigarro de entre os últimos que sobejam do dia anterior e acendo-o ao mesmo tempo que a caneca de café me escalda a mão.

O tabaco estala enquanto inalo o fumo. O prazer do cigarro acaba com a última nuvem de fumo que se vai emancipando no ar.

Escolho o terno, a camisa e a gravata, visto-me e saio de casa.

Apanho habitualmente o electrico mas hoje apeteceu-me ir a pé, já não chovia e aproveitei o ar fresco para despertar, inutilmente.


O Best of 90-00 dos U2 acompanham-me até ao escritório durante os 20minutos de caminhada.

Cheguei ao trabalho, durante a manhã passaram por mim 4 dezenas de pessoas, duas dezenas das quais falaram comigo. Trivialidades que me aborrecem de morte metade das vezes.Começa-me a causar algum constrangimento aguentar algumas banalidades, chega-me a dar náuseas, por vezes apetece-me mandar as pessoas dar uma volta ao bilhar grande.

13h30, vou almoçar, regresso ao escritório e finalmente o dia começa, ahhhh finalmente o dia começa. Sinto-me revigorado.

A minha semana começa finalmente..

05 maio 2006

 

Sedere

Se eu fosse um mês: Agosto
Se eu fosse um dia da semana: Quinta
Se eu fosse uma hora do dia: 00.00h
Se eu fosse um planeta ou astro: Terra
Se eu fosse uma direcção: Sul
Se eu fosse um móvel: Garrafeira
Se eu fosse um líquido: Água
Se eu fosse um pecado: Orgulho
Se eu fosse uma pedra: Yuhua
Se eu fosse uma árvore: Coqueiro
Se eu fosse uma fruta: Lichie
Se eu fosse uma flor: Orquídea
Se eu fosse um clima: Tropical
Se eu fosse um instrumento musical: Djembé
Se eu fosse um elemento: Fogo
Se eu fosse uma cor: Turquesa-Laranja
Se eu fosse um bicho: Pantera
Se eu fosse um som: uma gargalhada
Se eu fosse uma música: seria acústica
Se eu fosse um estilo musical: Pop
Se eu fosse um sentimento: Alegria
Se eu fosse um livro: Biografia
Se eu fosse uma comida: Sushi
Se eu fosse um lugar: Wine bar
Se eu fosse um sabor: Chocolate preto
Se eu fosse um cheiro: Especiarias
Se eu fosse uma palavra: Ser
Se eu fosse um verbo: Lutar
Se eu fosse um objecto: Caneta
Se eu fosse uma parte do corpo: Olhos
Se eu fosse uma expressão facial: Piscar de olhos
Se eu fosse um personagem de desenho animado: Huckleberry Finn
Se eu fosse um filme: Thriller
Se eu fosse uma forma: seria singular
Se eu fosse um número: 11
Se eu fosse uma estação: Primavera
Se eu fosse uma frase: " Never give up "

04 maio 2006

 

Patronu

Somos cada vez mais arquétipos, estereótipos definidos que repetem os mesmos tiques, os mesmos gestos.. usamos as mesmas marcas, temos os mesmos gostos e frequentamos os mesmos lugares "in".

É redutor mas parece-me que cada vez mais a nova geração contenta-se com um vocabulário restrito. Onde está o que dá espessura ao ser, que lhe dá identidade e o torna diferente dos outros?

O homem passou a ser verdadeiramente algo quando traçou alguma coisa e a admirou pelo que era e não pela utilidade que poderia ter.

Então porque estamos nós a menosprezar cada vez mais tudo aquilo que é intangível, como a amizade, o amor, o conhecimento, a curiosidade.. enfim tudo aquilo que nos leva a criar e que está na origem de todas as artes (entendidas em sentido amplo), daquilo que realmente nos diferencia da "bestia" ???

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