15 abril 2006
Inexorabile
O decorrer dos anos acaba por desvanecer a memória. As datas importantes para uma nação vão-se disssipando e transformam-se em cerimonial com pouca ligação ao que é comemorado.
Fomos uma grande nação há 500 e poucos anos, segundo rezam os nossos livros de história, abrimos mundos ao mundo, aventureiros destemidos, tivemos algum poder, tal como outros países que tiveram colónias, depois abrangeu-nos o tempo da decadência.
Governantes autistas e fechados que se mantiveram ao invés de outras nações retrógrados. Conseguimos deixar os nossos valores irem por água abaixo, e pior ainda vamos-nos deixando dominar pelos nossos vizinhos, e não falo só a nível económico mas também socio/cultural.
Temos cada vez menos referências, aderimos a todas as modas vindas de fora sem dar o minimo valor ao que temos, somos estéreis. Infelizmente um dia vamos acordar sem poder voltar atrás.
Não será de admirar um dia destes começar-mos a comemorar o 4 de Julho, afinal de contas será apenas mais um feriado, onde o povinho poderá aproveitar para se pavonear como o faz pela altura do 25 de Abril.
Já não há lutas travadas, existem coisas fundamentais da vida numa sociedade moderna, aberta e democrática, como a liberdade de expressão/associação, mas na nossa sociedade damos tudo por garantido.
A verdade é que estamos aqui, 32 anos depois, e que apesar de termos um governo de merda e problemas a mais num país da nossa envergadura, podemos mudar tudo isso se o quisermos. Porque vivemos numa democracia e porque temos capacidade para muito mais!
A quando uma revolução nas mentes ????
Fomos uma grande nação há 500 e poucos anos, segundo rezam os nossos livros de história, abrimos mundos ao mundo, aventureiros destemidos, tivemos algum poder, tal como outros países que tiveram colónias, depois abrangeu-nos o tempo da decadência.
Governantes autistas e fechados que se mantiveram ao invés de outras nações retrógrados. Conseguimos deixar os nossos valores irem por água abaixo, e pior ainda vamos-nos deixando dominar pelos nossos vizinhos, e não falo só a nível económico mas também socio/cultural.
Temos cada vez menos referências, aderimos a todas as modas vindas de fora sem dar o minimo valor ao que temos, somos estéreis. Infelizmente um dia vamos acordar sem poder voltar atrás.
Não será de admirar um dia destes começar-mos a comemorar o 4 de Julho, afinal de contas será apenas mais um feriado, onde o povinho poderá aproveitar para se pavonear como o faz pela altura do 25 de Abril.
Já não há lutas travadas, existem coisas fundamentais da vida numa sociedade moderna, aberta e democrática, como a liberdade de expressão/associação, mas na nossa sociedade damos tudo por garantido.
A verdade é que estamos aqui, 32 anos depois, e que apesar de termos um governo de merda e problemas a mais num país da nossa envergadura, podemos mudar tudo isso se o quisermos. Porque vivemos numa democracia e porque temos capacidade para muito mais!
A quando uma revolução nas mentes ????
08 abril 2006
Reminiscentia
No fim de uma relação, há quem nunca mais se veja, há quem fique com alguma espécie de amizade e há quem a crie passado algum tempo.Independente disto, o que fazer das fotografias, das cartas, dos presentes oferecidos? Tirá-los de sítios visíveis, deixar de usá-los, juntar tudo numa caixa que vai para o sótão, rasgar, deitar para o lixo, ou manter tudo intacto? Apagar os números, as mensagens, os e-mails?
Muita gente muda de visual, novo corte de cabelo, novo estilo de roupa, como se fosse um novo começo.
Mesmo "apagando" tudo isso, há coisas que foram vividas e aprendidas e às quais não se pode fazer o mesmo, queira-se ou não. Graças à outra pessoa, conheceu-se "aquele" restaurante, "aquele" escritor, "aquele" músico, "aquele" cantinho ...
E sendo estas coisas intrinsecamente boas e agradáveis, não há razão para deixar de as saborear, tal como tudo o resto. A vida não é olhar para trás, vivendo as mágoas passadas.


